Saudades do que não aconteceu

Já teve saudades do que não aconteceu? Vivo este momento. Em meio à distribuição de currículos e entrevistas de emprego, sobra-me tempo para ter saudades do que não aconteceu.

Não me entenda mal. Não estou dizendo que sinto falta do que não fiz, que é algo triste, como se arrepender do que não fez. Nada isso. Até porque, nos últimos três anos, não passei vontade de fazer nada. O que me deu na telha eu fui lá e fiz. Simples assim.

A saudade é do que não aconteceu. Dos momentos que poderiam ter se desdobrados. Das situações que poderiam acabar diferente. Apenas rumos que poderiam ter sido alterados. Mas não alterados por mim ou quem quer que fosse. Mas pelas circunstâncias, somente. E não mais que elas.

Confuso? Pode ser. Mas sinto falta do que não aconteceu. Mas pode acontecer...



Escrito por André Santana às 13h59
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Acreditar desacreditando...

Deu no Fantástico (anos atrás, mas lembrei disso hoje): astrologia não tem o menor fundamento! Será? Honestamente, não sei. Por via das dúvidas, sempre que leio o horóscopo, levo em consideração a parte boa. Quem quer previsões ruins, não é mesmo?

Sou canceriano, quase leonino, nasci em 20 de julho (de 1984... um ano de boa safra, hehehe). Por isso, é muito difícil para mim duvidar de certas previsões "horoscópicas". Toda vez que leio a descrição da pessoa de câncer (quieto, apaixonado, amigo, meio bobo... hehehe), parece que estou lendo a minha própria descrição. Não consigo ficar indiferente: sou canceriano e pronto!

E o destino, hein? Ele existe ou é tudo uma grande coincidência? Gostaria de não acreditar em destino, pois assim teria a certeza de que sou o único dono da minha vida (e não há nada que me deixa mais feliz que ser o dono de minha própria vida). Porém, tudo na minha vida, pelo menos até o momento, aconteceu no momento certo, do jeito certo, como se o universo estivesse sempre conspirando a meu favor. Isso é muito bom! Meus medos são menores! Estou num momento ainda de indefinições, mas com ótimas perspectivas. Não pode ser coincidência!

Não pode ser coincidência o fato de que eu, Simone, William e Patricia tenhamos resolvidos entrar numa faculdade juntos, ao mesmo tempo, e nos encontrado no momento certo. Eu poderia ter ido para vários lados, mas escolhi este. Aqui, conheci essas três pessoas que mudaram a minha vida para melhor. Cada um do seu jeito, no seu tempo, mas todos personagens que construíram parte do que sou hoje. Não pode ser coincidência. Não é possível...



Escrito por André Santana às 12h42
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"True Blood": a melhor série do momento

Gosto muito de televisão! Tanto que me dedico, há mais de dez anos, a estudar e promover análises sobre o assunto. Esses estudos, desde que comecei a estudar jornalismo, rendeu-me trabalhos ótimos! O principal é meu outro blog, o TELE-VISÃO, que está no ar há mais de três anos e é um dos principais blogs sobre o assunto do UOL. Outros foram as colaborações para a revista Crash, para a Revista Paradoxo e o portal Tele História. E, mais recentemente, meu "filho", o livro Séries em Série, meu trabalho de conclusão de curso da faculdade. Aliás, estou correndo atrás para publicá-lo. Interessados, mandar e-mail para andre-san@bol.com.br .

O seriado de TV sempre foi um dos meus programas preferidos. E, desde que iniciei a pesquisa para o meu TCC, só consegui me apaixonar mais e mais por esse tipo de atração. E, neste quesito, a TV americana é craque! As séries da televisão estadunidense atingiram um nível elevadíssimo, tornando-se sinônimo de entretenimento de qualidade.

Claro que há muita porcaria sendo produzida. Mas há muita coisa boa também. Os dramas da TV a cabo americana, por exemplo, chamam a atenção pelo nível dos diálogos e interpretações, pela complexidade de seus argumentos e a capacidade de aprofundamento de personagens que não se vê no cinema, por exemplo. Entre eles, destaco dois dos meus seriados favoritos: A Sete Palmos (a família Fischer ainda mora com carinho no meu coração) e Nip/Tuck (um tapa na cara do mundo da cirurgia plástica, instigante, envolvente, tudo de bom!).

E quando parecia que não tinha mais para onde ir, eis que Alan Ball (criador de A Sete Palmos) ressurge e adapta os livros Sookie Stakhouse, na novíssima True Blood. A série estreou na última semana no Brasil, pela HBO (aos domingos, 22 horas) e é um exemplo de bom programa. Alan Ball, que tratou do mundo dos mortos quando nos apresentou a família Fischer, trazendo metáforas de vida e de morte e aprofundando o significado de ambas tanto a quem viveu quanto a quem morreu, recorre agora aos "mortos-vivos". Em True Blood, os vampiros acabam de "se assumir" diante dos humanos ("saíram do caixão", como dizem na série) graças ao Tru Blood, um sangue sintético japonês que permite que o vampiro deixe de se alimentar de sangue humano.

Esta nova sociedade da série tenta absorver as novas criaturas. E não é nada fácil. Existe preconceito e intolerância de ambos os lados. No meio, um imporvável amor de Sookie, uma jovem garçonete telepata, e Bill Compton, um vampirão "boa-praça". Some-se a esse argumento infalível a presença de coadjuvantes maravilhosos (destaque total à Tara, melhor amiga de Sookie) e o já conhecido humor negro de Ball, a ganchos eletrizantes e muito mistério (há um serial killer à solta) e você tem um pouco do que é True Blood. Ficou curioso? Corra para ver! Garanto que vale o ingresso!



Escrito por André Santana às 16h08
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Olha que blog maneiro!

"Olha que blog maneiro!", disse a amiga Jana Moraes ao me colocar no topo da lista de um selo que promete uma caricatura. Aceito o selo de bom grado, afinal um blog que ainda está definindo a sua direção já ganhar um selo assim, logo de cara, é sempre legal. Tudo bem que a Jana é amiga, né, mas beleza!

O selo está aí, e com ele convido vocês para conhecer o blog da Jana, o Estórias Medíocres. O link é: http://estoriasmediocres1.blogspot.com/ . Valeu Jana! Agora reproduzo as regras do selo abaixo:

Regras:

1 - Exiba a imagem do selo “Olha Que Blog Maneiro”

2 - Poste o link do blog que te indicou.

3 - Indique 10 blogs de sua preferência.

4 - Avise seus indicados.

5 - Publique as regras.

6 - Confira se os blogs indicados repassaram o selo e as regras.

7 - Envie sua foto ou de um(a) amigo(a) para olhaquemaneiro@gmail.com juntamente com os 10 links dos blogs indicados para vericação.

O Biscoito Fino ainda engatinha e não tem parceiros. Por isso, não vou indicar ninguém e abrir mão da minha caricatura. Mas a Jana merece a dela, pois eu fiz a minha parte! Valeu!



Escrito por André Santana às 15h50
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2009: Indefinições à vista!

Chegou o ano novo! Ano de grandes mudanças, grandes possibilidades e, provavelmente, ano de felicidades! E não é nenhum otimismo exacerbado e irresponsável deste que vos escreve: é apenas uma constatação dos fatos. Tenho a plena consciência de que a nossa felicidade é a gente que faz. E tenho plena consciência de que não existe felicidade absoluta ou eterna. Existem bons e felizes momentos. Basta você saber identificá-los e aproveitá-los da melhor maneira possível.

Estou apreensivo. É um ano de muitas incertezas para mim. Acabo de concluir o meu curso de jornalismo e ainda não sei para onde vou. E, conforme vão se avançando as semanas, a apreensão aumenta. Estou buscando o que penso ser o melhor para mim neste momento. Já procurei quem devia e falei com quem devia. Não há mais nada que possa fazer a não ser esperar. E essa ansiedade acaba com o meu estômago (hehehe...). Passo os dias a esperar que o telefone toque e alguém, finalmente, me dê as respostas que tanto busco.

Se nenhuma resposta chegar até fevereiro, aí terei que acionar o plano B. O problema é: e se o plano B também não der certo? Aí terei que partir para um plano C, plano este que não me agrade nem um pouco. Mas ainda está em tempo de o plano A dar certo! Pensamento positivo, paz e coração!

Entre os planos paralelos está a publicação de meu primeiro livro. Mas para isso também tenho que esperar! Ó ansiedade que me mata!

A nossa vida é cheia de ciclos, que começam e terminam várias e várias vezes. Nunca lidei muito bem com essas mudanças. Mas elas sempre se revelam positivas. Portanto, acho que posso pensar que as coisas continuarão dando certo. Por que haveria de ser diferente, não é mesmo? Até o meu horóscopo está favorável neste 2009...

Se acredito em horóscopo? Só quando trazem coisas boas. Afinal, pensamento positivo não faz mal a ninguém...



Escrito por André Santana às 12h21
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Tá no gibi!

De vez em quando aparece um desavisado disposto a falar mal dos quadrinhos. Tonto é a palavra mais "bonita" que posso usar para descrever um sujeito desses. Não sabe que a melhor maneira de incentivar a leitura é deixar o leitor livre para fazer suas próprias escolhas.

Digo isso porque eu me lembro que algumas professoras minhas do primário não gostavam quando viam os alunos saindo da biblioteca carregando gibis. Incentivavam: "pegue um livro!". Muitos eram ridicularizados, passavam a se achar os caras mais burros do mundo e acabavam com aversão à leitura.

Por que estou dizendo isso? Sou um estudioso, um piscólogo, um educador? Nada disso! Sou só a prova viva de que o prazer da leitura existe quando existe o incentivo por ela, seja ela qual for. Aos 4 anos de idade, meus pais compravam revistas da Turma da Mônica e da Disney aos baldes. Cresci numa família onde todos apreciam quadrinhos. Meus avós, meus tios, minhas tias, minhas primas, meus pais e minha irmã: todos têm o hábito de ler Turma da Mônica. Antes de aprender a ler, eu pegava os quadrinhos para olhar as figuras. Entendia aquelas histórias "mudas" que toda revista da Mônica traz. Desconfio que elas estão ali exatamente para atrair leitores cheirando a leite.

Aprendi a ler e, rapidamente, passei a devorar histórias em quadrinhos. Enquanto na escola, as professoras negavam o acesso a eles, em casa eu passava horas lendo e relendo minhas revistas. Mais velho, passei a assinar as publicações e, hoje, sou dono de uma respeitável coleção (nunca contei, mas com certeza tenho mais de duas mil revistas fácil...).

Não fiquei só nos quadrinhos. O gibi me mostrou o quanto a leitura é agradável e divertida. Conforme fui crescendo, fui passando aos livros, aos jornais, enfim. A leitura, hoje, é um dos meus maiores prazeres. E esse prazer só existe porque, desde menino, soube buscar aquilo que gostava de ler.

Digo isso porque ainda me lembro dessas broncas dos professores com alunos que pegavam gibis. Ou de pais que dizem "vai ler um livro de verdade". Isso intimida, faz com que o futuro leitor passe a encarar a leitura como uma obrigação chata, e não como uma diversão. Tá tudo errado!

Devo dizer que, durante muitos anos, meu sonho de infância era ser roteirista de HQs e trabalhar com Mauricio de Sousa. Mas a Turma da Mônica não foi minha única companheira de infância. Ao chegar aos livros, fui apresentado ao Menino Maluquinho, de Ziraldo. O cartunista virou mais um de meus ídolos e li todos os seus livros infantis, como Uma Professora Muito Maluquinha, O Joelho Juvenal, Os Dez Amigos, O Grande Livro das Tias, Vovó Delícia, e tantos outros.

Hoje, aos 24 anos, jornalista recém-formado, digo sem pudores: eu leio gibi! Leio Turma da Mônica e mangás... Você não? Azar o seu!

Nos próximos posts, quero dar a minha opinião sobre os novos títulos da Turma da Mônica voltados aos jovens: Turma da Mônica Jovem e Tina e os Caçadores de Enigmas.



Escrito por André Santana às 16h48
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Meu primeiro Machado de Assis

Tive o prazer de acompanhar a minissérie Capitu, exibida pela Globo na semana passada. Prazer porque a minissérie despertou em mim saudades adormecidas.

Lembrei-me de meu primeiro Machado de Assis. Li Dom Casmurro como a maioria das pessoas, obrigado pela escola. A diferença é que, mesmo obrigado, gostei do livro. A eterna dúvida para a traição de Capitu realmente me pegou. Obviamente, esta talvez tenha sido a única coisa do livro que me pegou. No alto dos meus 16 anos, eu tinha a ingenuidade de propagar que não achava a narrativa machadiana "lá essas coisas...". Ô coitado! Só mais tarde é que fui perceber a genialidade de Machado. Ele não escreve: transita, flutua pelas palavras, numa narrativa apaixonante, única, inimitável. Acho que eu era um pirralho invejoso...

Lembrei-me também do meu primeiro professor de literatura. O professor Ronaldo dificilmente vai se lembrar de mim, já que eu não era muito popular na minha turma. Mas eu me lembro muito bem dele, com seus cabelos compridos e encaracolados, sorriso jovial e um nariz monumental (hehehe). Uma figuraça que tinha tiradas mirabolantes, fazia graça de tudo, sabia poemas de cor e salteado. Ensinou-me uma sigla que levo comigo até hoje: MILM (usada no caderno para marcar uma matéria importante... significava "mais importante que o leite materno"). Ronaldo só ficava sério em dia de prova. Uma das poucas vezes em que conversamos, perguntei a ele: "professor, sabe quem 'Castro Alves'?". Ele respondeu prontamente: "Machado de Assis!". Droga, ele conhecia a piadinha infame...

Lembrei-me também do Pascoal, personagem do ator Leonardo Villar na novela Laços de Família. Pascoal, que trabalhava como revisor de textos da livraria e editora Dom Casmurro (que pertencia ao personagem Miguel, protagonista de Tony Ramos), era grande fã de Machado de Assis, em particular de Dom Casmurro. Tanto que batizou sua filha com o nome de Capitu, primeira personagem de destaque da atriz Giovanna Antonelli. A Capitu de Laços de Família era uma prostituta de luxo, que vendia seu corpo para sustentar o filho pequeno. Seria essa uma maneira de Manoel Carlos, autor da novela, de dizer que acreditava na traição da Capitu, de Dom Casmurro? Comparando-a com uma prostituta?

Lembrei-me de muitas coisas mais. Tive vontade de reler Dom Casmurro. Acompanhei a minissérie com o livro na mão. A fidelidade da adaptação é algo que impressiona. Quero Capitu em DVD o mais rápido possível...



Escrito por André Santana às 11h57
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Biscoito Fino: Começa a nova fase

Olá, tudo bem com você? Ainda estamos em 2008, mas o blog Biscoito Fino inaugura agora sua fase 2009. Uma fase mais pessoal, mais reflexiva. mais aberta. Pronta para continuar discutindo os mesmos assuntos do passado, como literatura, cinema, televisão, quadrinhos e afins, mas de uma maneira mais humana, menos quadrada ou enfadonha.

Já conheço bem o universo dos blogs, pois edito há mais de três anos o TELE-VISÃO, blog de sucesso sobre TV do UOL. Com o Biscoito Fino, a proposta é diferente. Mas espero que seja tão bem aceita quanto o meu primeiro blog.

Para a nova fase, o blog ganha um novo template. Sai o mostarda, entra o azul. E um logo exclusivo. Aqueles biscoitinhos ali no alto são para dar fome mesmo...

Pegue seus biscoitos, seu cafezinho (ou chá, refresco, cerveja, champagne, vodka...) e vamos juntos para a nova fase do Biscoito Fino. Bem vindos!



Escrito por André Santana às 11h40
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Tire suas dúvidas sobre as Eleições 2008

Domingo, dia 5, o país vai escolher os líderes dos municípios, bem como seus representantes nas câmaras municipais. Segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o total de eleitores aptos a votar nos 5.563 municípios do país é de 128.805.829.

O voto é obrigatório para maiores de 18 anos e menores de 70. Jovens de 16 e 17 anos podem votar, se desejarem, assim como os maiores de 70. O voto é facultativo também para analfabetos.

Para votar, o eleitor precisa comparecer em sua zona eleitoral munido de seu título de eleitor ou documento com foto. Neste caso, ele precisa se lembrar de onde é o seu local de votação. A votação acontece entre 8 da manhã e 5 da tarde em todo o país.

O eleitor não pode entrar na cabine de votação carregando celular. Já aqueles que se encontram fora de seu domicílio eleitoral devem justificar a ausência. Neste caso, basta comparecer em qualquer seção eleitoral e preencher um formulário.



Escrito por André Santana às 22h39
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Pushing Daisies: a surpresa da temporada na TV

 

Semana passada, várias séries do Warner Channel encerraram suas temporadas. Entre velhas conhecidas e novidades medianas, o grande destaque da safra atende pelo nome de Pushing Daisies. A série do “fazedor de tortas” que investiga crimes com seu toque mágico terminou seus poucos nove episódios iniciais e deixou aquele desejo de que o tempo passe logo e a nova temporada comece.

 

Pra quem não conhece, um breve resumo: Ned é um sujeito comum que fabrica tortas. Só não é mais comum porque tem um dom secreto: ele pode ressuscitar pessoas com apenas um toque. Depois do primeiro toque, Ned tem um minuto para tocá-las novamente para que voltem ao leito de morte. Caso contrário, outra pessoa próxima morrerá instantaneamente. Mais: se Ned optar por manter a pessoa viva, não poderá tocá-la nunca mais, ou ela morre, desta vez, definitivamente.

 

Assim, Ned utiliza seu dom para fabricar tortas (afinal, frutas podres em suas mãos voltam a ser maduras e suculentas) e para investigar crimes. Ao lado do investigador Emerson Cod, ele ressuscita vítimas fatais e as interroga por um minuto, tocando-as novamente. Deste modo, os dois conseguem solucionar crimes e abocanhar recompensas. Mas a grande alegria e, ao mesmo tempo, dificuldade de Ned é Charlotte Charles, ou simplesmente Chuck. A jovem, que é o grande amor de Ned, morre no primeiro episódio e é ressuscitada por ele, que não tem coragem de mandá-la aos mortos novamente. Para manter-se viva, Chuck não pode mais tocar em Ned. Sentiu o drama?

 

E é assim, usando e abusando de elementos trágicos, que Pushing Daisies se desenvolve. Mas não espere um grande drama. Apesar do tema sobrenatural e pesado, Pushing Daisies os trata de maneira singela e, por vezes, engraçada.

 

Toda a trama é narrada por um narrador absolutamente preciso. Ele conta os anos, meses, dias, horas e minutos de vida de cada personagem. Tanta precisão, que pode parecer cansativa, acaba divertindo. Além disso, os atores Lee Pace (Ned) e Anna Friel (Chuck) interpretam de uma maneira leve, que por vezes o telespectador se esquece do tamanho drama que seus personagens passam. Ambos carregam o semblante tímido e apaixonado, o que os torna... fofos! Sim, Ned e Chuck são fofos! É interessante vê-los driblando o destino, como quando se beijam separados por um papel-filme, ou se abraçam protegidos por um traje de apicultor. E a fofura toda é completada com os cenários coloridos e surreais, fazendo com que a série carregue uma atmosfera de fábula.

 

O sobrenatural tratado de maneira leve e até engraçada, aliados à história de amor sem toques e, por isso, impossível de ser concretizada (será?), já traz à Pushing Daisies três rótulos distintos: fantasia, comédia e drama. E não só isso. Também pode ser rotulada com uma série de investigação e... suspense? Terror? Talvez. A série faz parte das novas produções que não se encaixam num único estereótipo e dão o frescor da atual fase da TV americana, cheia de novos formatos e temáticas diferentes e inteligentes.

 

A primeira temporada da série teve somente nove episódios por causa da famigerada greve dos roteiristas. O jeito agora é curtir as reprises e esperar pela nova safra, para saber o que o destino aguarda para a peculiar história de amor entre o “fazedor de tortas” e sua paixão “intocável”.



Escrito por André Santana às 16h48
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Hipertexto: A verdadeira rede da internet

A expressão hipertexto foi criada pelo filósofo  e sociólogo estadunidense Ted Nelson, pioneiro da tecnologia da informação. É uma das ferramentas que mais caracterizam a internet. Com o hipertexto, é possível entender profundamente a expressão "navegar na net", já que um texto na rede nunca é somente "um texto". Existem conexões dentro do texto que o levam a outro texto... e a outro, e a outro, e a outro. No fim dessa nagegação, o assunto já foi diluído e é pouco provável que você se lembre como o assunto começou.

A forma mais comum de se encontrar o hipertexto é através de links. Em textos jornalísticos, uma palavra em destaque no meio de uma matéria pode ser o atalho para um novo texto em que o assunto se relaciona com o anterior. Além disso, pode aparecer, no rodapé na matéria, convites como "saiba mais", "outras matérias sobre o assunto", "entenda o caso", e, logo abaixo, são disponibilizados links que levam o internauta a outra página. Isso permite um aprofundamento maior no conhecimento de determinado assunto, essencial na internet, que é normalmente caracterizada por textos curtos e rasos.

No link abaixo, temos vários exemplos de hirpertexto. Trata-se de uma matéria da Folha Online sobre o caso Isabella, um assunto de repercussão nacional. Veja, no texto, a palavra "denúncia". Trata-se de um hipertexto que leva o internauta a uma outra matéria, que explica que denúncia é essa. Outros links podem ser observados nas palavras "gás pimenta", "réu", "despacho", entre outras. Há também o link "veja imagens da prisão do casal e da chegada à delegacia", que leva a uma galeria de fotos. No final da matéria, várias manchetes que levam a outras matérias sobre o mesmo caso, sob os títulos "leia mais" e "outro lado".

http://www1.folha.uol.com.br/folha/cotidiano/ult95u399948.shtml

 



Escrito por André Santana às 22h56
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A Revolução dos Bichos: Quem é o homem e quem é o porco?

 

A Revolução dos Bichos (Animal Farm) é um dos mais fantásticos e inteligentes livros de todos os tempos. A fábula de George Orwel consegue ser ácida, crítica e real, ao mesmo tempo em que é encantadora e anedótica.

 

O livro conta a história dos animais de uma fazenda, que, cansados da opressão e das péssimas condições de vida e trabalho, decidem expulsar o dono e tomar posse da mesma. Liderados pelos porcos, inicia-se uma nova fase baseada no animalismo.

 

A Granja do Solar prosperava viva e feliz, baseada nos sete mandamentos dos animais, a seguir:

 

1. Qualquer coisa que ande sobre duas pernas é inimigo.
2. Qualquer coisa que ande sobre quatro pernas, ou tenha asas, é amigo.
3. Nenhum animal usará roupas.
4. Nenhum animal dormirá em cama.
5. Nenhum animal beberá álcool.
6. Nenhum animal matará outro animal.
7. Todos os animais são iguais.

 

Porém, o poder sobe à cabeça dos porcos. Disputas internas, as perseguições e a exploração do bicho pelo bicho fazem, aos poucos, o regime da Granja do Solar mudar de rumo. Os mandamentos sofreram alterações:

 

4. Nenhum animal dormirá em cama com lençóis.
5. Nenhum animal beberá álcool em excesso.
6. Nenhum animal matará outro animal sem motivo.
7. Todos os animais são iguais mas alguns são mais iguais do que outros.

 

E é assim, numa fábula bem elaborada, que George Orwel constrói uma grande crítica ao comunismo soviético no período da Guerra Fria. Sua lição de moral, porém, ultrapassa todas as épocas e chega intacta aos dias de hoje, onde vemos grandes figuras políticas, antes aclamadas como a “esperança”, chegar ao poder para fazer igual (ou pior) ao que antes combatia.

 

Não por acaso, A Revolução dos Bichos foi muito lembrada por cronistas no período de grande crise do primeiro mandato do presidente Lula, o caso do Mensalão. Enquanto as TVs mostravam o dia-a-dia das CPIs, era inevitável a comparação. Era impossível distinguir quem era homem, quem era porco.



Escrito por André Santana às 00h13
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Abra os Olhos: o que é felicidade pra você?

 

Nunca um filme mexeu tanto comigo como Abra os Olhos (Abre los Ojos). Naquela noite de sábado, sem programa nem nada melhor pra fazer, o zapping me fez parar num filme aparentemente idiota.

 

Era o Festival de Filme Estrangeiro no SBT. O filme se chamava Abra os Olhos e, nas chamadas, o locutor atentava ao fato de que aquele era o filme que inspirou Vanilla Sky. Até aquele momento, nunca tinha visto Vanilla Sky. E Abra os Olhos não me interessou. Mas, como não tinha nada melhor pra fazer...

 

Assistir Abra os Olhos foi uma experiência sensorial. O filme tinha uma atmosfera quente e perturbadora. É inquietante. Estranho, pra quem está acostumado com Hollywood. Ver um filme espanhol era novidade.

 

Penélope Cruz surge linda. Eduardo Noriega chama a atenção pelas feições pouco comuns e talento que salta aos olhos. Ele é César, um boa-praça que faz muito sucesso entre as mulheres. Ela é Sofia, jovem que desperta um sentimento diferenciado nele. Os dois passam uma linda noite juntos (sem sexo) e, quando ele sai de sua casa, encontra Nuria, uma ex-namorada. Ele entra no carro dela, eles discutem e ela lhe pergunta sobre felicidade. Descontrolada, ela bate o carro. Ela morre; ele fica com o rosto desfigurado.

 

A partir daí, o filme se transforma num thriller surreal, onde a realidade e o sonho se confundem.

 

O grande lance de Abra os Olhos é que a história é narrada por César, preso, a seu psiquiatra. Por que ele está preso? O que aconteceu? César está louco?

 

As indagações crescem à medida em que a atmosfera do filme evolui. Não há como ficar indiferente. A interação entre o filme e o espectador é única.

 

Tom Cruise refilmou Abra os Olhos em Hollywood com o nome Vanilla Sky. A história do filme segue interessante, mas perde o charme. A escuridão de Abra os Olhos dá lugar à iluminação hollywoodiana de Vanilla Sky. Nem Penélope Cruz, que vive Sofia em ambos os filmes, não parece a mesma. O psiquiatra (vivido por Kurt Russel, em Vanilla Sky) perdeu espaço na adaptação. A cena final de Abra os Olhos é incrivelmente mais interessante e perturbadora. A única vantagem de Vanilla Sky é a presença de Cameron Diaz.

 

Se você viu Vanilla Sky e não gostou, experimente ver Abra os Olhos. Se gostou, ver o filme espanhol é obrigação. Os dois filmes valem a pena.

 

Abre los Ojos foi lançado no Brasil com o nome Preso na Escuridão em 1997. Mas foi exibido pelo SBT com o nome Abra os Olhos, em 2004. Sem dúvidas, o melhor filme que já vi na vida.



Escrito por André Santana às 17h13
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Entre BBBs e DVDs

 

O reality show Big Brother Brasil é o maior sucesso dos verões da Rede Globo desde 2002. Passado o stress da “cópia antecipada” Casa dos Artistas, do SBT, o “show de realidade” segue escrevendo uma história bem-sucedida. Em números, é o maior sucesso. Calcule o preço das ligações pelo número de votos que Pedro Bial propaga todas as terças-feiras, dia de paredão, e você terá uma ligeira idéia do que representa o programa para as finanças da Globo.

 

A Casa dos Artistas estreou alguns meses antes, em 2001, e usava como slogan: “a novela da vida real”. Big Brother Brasil não se aproveitou da alcunha, mas o mestre de cerimônias, bufão, jornalista e poeta Pedro Bial resume bem o clima da atração: “vamos dar uma espiadinha, aqui não é feio, pode espiar”, convida ele. E a audiência aceita o convite, sem maiores dúvidas.

 

Fato é que Big Brother Brasil é interessante ao público porque o público adora um bom folhetim. Ali são pessoas reais, mas cada uma delas ganha um rótulo folhetinesco, um papel na casa que terá que cumprir, mesmo que seja inconscientemente. Para o enredo ganhar um molho a mais, a equipe do programa, orquestrada pelo diretor-estrela José Bonifácio de Oliveira, o Boninho (aquele que gosta de jogar ovos pela janela do apartamento para acertar os desavisados que por ali passam), trata de criar situações de stress que rendam o folhetim. A competentíssima equipe de edição completa o quadro e dá o toque final. Está formado o BBB, cheio de heróis e vilões.

 

Enquanto isso, os desatentos que decidiram não acatar as ordens de Bial, podem mudar de canal, ler um livro, dormir mais cedo ou assistir a um DVD. Para um amante da “ficção de verdade”, por mais paradoxal que isso possa parecer, uma boa série da TV americana pode ser a solução. Uma sugestão? A terceira temporada de Nip/Tuck, uma das mais polêmicas séries em cartaz da TV americana na atualidade.

 

No BBB há heróis e vilões. Frutos de uma boa e cuidadosa seleção, os participantes do show da vida real mostram seus talentos, seus atributos e sua inteligência. Funcionam como num folhetim: há o mocinho, a mocinha, o vilão, o mala, o fofo, a fogosa etc. Mas o enredo é fraco, é frágil, raso como pires de leite, não tem substância.

 

Em Nip/Tuck (o DVD que serve de exemplo) também há heróis e vilões. Mas, neste caso, são profundos, ambíguos, multifacetados. Dr. Troy e dr. McNamara, dois bem-sucedidos cirurgiões plásticos, são tão amigos que dividem até a mulher, Julia. O vilão é o Escultor, um maníaco contra a ditadura da beleza. Os desdobramentos das ações do Escultor, que estupra e mutila suas vítimas plastificadas, aprofundam o caráter dos três personagens a ponto de você se perguntar quem é o herói e quem é o vilão. Não por acaso, no final, a identidade do Escultor é revelada: um cirurgião plástico! Nip/Tuck é criação de Ryan Murphy.

 

Os personagens de Boninho, do “show de realidade”, são maniqueístas, como nos contos de fadas. Os personagens de Ryan Murphy, de uma série de ficção, são densos e possuem várias faces, como na vida real. E a pergunta que não quer calar: qual é o real e qual é a ficção, afinal?



Escrito por André Santana às 12h08
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Biscoito Fino: Mal chegamos e já mudamos!

Sim, meus queridos! O medo da síndrome da folha em branco foi tanta que decidimos mudar de nome! Agora este blog é o Biscoito Fino.

Mas o que é "biscoito fino"? Muitas definições: o biscoito fino pode ser aquele biscoito preparado com os melhores ingredientes, diferentes misturas e feito para atingir um público mais elevado. Mas, apesar de atingir as elites, o biscoito fino é, antes de ser fino, biscoito. E, portanto, tambpem tem um forte apelo nas massas mais populares. Afinal, quem é que não gosta de biscoito?

Literalmente falando, o biscoito fino também poderia ser classificado como "biscoito de pobre". Afinal, se a gente economizar nos ingredientes da massa, nosso produto final será, literalmente, um "biscoito fino", daqueles que podemos ver através dele.

Pois então, escolha a sua definição preferida e embarque nas palavras e idéias do blog Biscoito Fino, um projeto de André Santana para as aulas de Jornalismo Online do quarto e último ano da faculdade de jornalismo. Artigos, notícias, crônicas, reflexões ou simplesmente uma palavra singela (quer palavra mais singela que "singela" ?). Tudo e mais um pouco terá espaço no Biscoito Fino.

E se vocês gostaram da foto do biscoito de damasco que ilustra este post, logo eu deixo a receita por aqui. Apesar do nome, este blog não é de culinária, mas estamos dispostos a fazer sua vontade. É só deixar um comentário!

Bem-vindos ao BISCOITO FINO!



Escrito por André Santana às 16h38
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